23 de janeiro de 2018

Meteorologistas apontam chuvas acima da média para o semiárido potiguar

A previsão de permanência do Fenômeno La Niña no Oceano Pacífico, associado com a melhora nas condições da temperatura superficial das águas do Oceano Atlântico sul, indicam uma tendência de chuvas de normal a acima do normal para o período chuvoso no semiárido potiguar, que vai de fevereiro a abril de 2018. Nesta época chove em média de 500mm a 600mm, principalmente nas regiões Oeste e Central.
A conclusão foi divulgada durante a realização em Fortaleza/ CE do XX Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino, pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Essa informação é de extrema importância não só para o seguimento agropecuário, mas para toda economia do Rio Grande do Norte, já que 93% do território potiguar está no semiárido. Os potiguares têm enfrentado uma seca severa que resultou nos esvaziamento de reservatórios importantes para o abastecimento da população.
Além de especialistas da Funceme, participaram do encontro que aconteceu na última semana, estudiosos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e meteorologistas dos Centros de Meteorologia da região Nordeste.

ANÁLISE DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS ATUAIS E PREVISÃO DE CHUVA PARA FEVEREIRO, MARÇO E ABRIL DE 2018 NO RIO GRANDE DO NORTE
O Mês de dezembro de 2017 apresentou uma característica pluviométrica inerente ao clima semiárido, que é alta variabilidade temporal e principalmente espacial na ocorrência das chuvas.
Esse comportamento resulta da atuação de sistemas meteorológicos transientes de difícil previsibilidade como é o caso dos Vórtices Ciclônicos de Ar Superior (VCANS) e Frentes Frias, comuns atuar sobre a região nesta época do ano. A atuação de um vórtice ciclônico de ar superior, presente sobre a região na segunda quinzena do mês, ocasionou chuvas no Litoral, mais concentradas na região da Grande Natal, algumas chuvas isoladas nas Regiões do Agreste, Central e Alto Oeste.
As maiores chuvas mensais foram registradas nos municípios de Água Nova (45,5mm), José da Penha (42,0mm), Major Sales (38,9mm) localizadas no Alto Oeste. No Agreste, destaque para os municípios de João Câmara (28,0mm) e Bom Jesus (16,3mm) e no Litoral Leste para os municípios de Natal (46,9mm) e Ceará Mirim (26,00mm). 

Análise do Parâmetros Climáticos – dezembro/17

O fato de maior destaque em relação aos parâmetros oceânicos/atmosféricos observados durante o mês de dezembro de 2017 foi a permanência do Fenômeno La Niña, ocorrendo com intensidade moderada em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial. Por outro lado, observou-se que as águas superficiais do Oceano Atlântico Norte mantiveram um maior aquecimento em relação as águas superficiais do Oceano Atlântico Sul, mantendo uma incerteza na previsão climática para 2018.
Com a chegada de janeiro de 2018, foi observado uma melhora significativa nas águas superficiais do oceano Atlântico próximo da faixa equatorial e ao longo do litoral nordestino. Essa tendência de aquecimento das águas no Atlântico Sul possibilita uma melhora na ocorrência de chuvas sobre o Nordeste Brasileiro para o período de fevereiro a maio de 2018.

*Icém Caraúbas.

MOSSORÓ-RN: Valdemar dos Pássaros é encontrado morto em uma casa na zona rural

Ele morava na comunidade de Vertentes
POR DE FATO/Skarlack
Valdemar Gomes da Silva, mais conhecido como Valdemar dos Pássaros, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira, 22, em uma casa na Comunidade de Vertentes.
A informação foi divulgada inicialmente pelo repórter José Antônio, apresentador do Programa Cidade Aflita, da Rádio Difusora, e depois confirmada pela reportagem com os repórteres Pádua Júnior, também da Difusora e Alcivan Villar, do blog Fim da Linha.
Segundo informou o blogueiro policial, a causa da morte de Valdemar dos Pássaros foi morte natural e que o velório está sendo realizado na casa, onde Valdemar morava na comunidade. O sepultamento está marcado para as 16 horas.
Assita vídeo, produzido pelo Projeto Rua Jazz.
Imagens retiradas do Youtube:

18 de janeiro de 2018

Operação em flat e chácara interrompe tráfico de animais silvestres no PR

Brasília – Operação de combate ao tráfico de fauna silvestre realizada pelo Ibama em conjunto com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM) do Paraná resultou na apreensão de 38 animais e 18 ovos de serpente na região metropolitana de Curitiba nesta terça-feira (16/01). Os responsáveis foram autuados em R$ 114,8 mil por manter em cativeiro espécies da fauna silvestre sem autorização, introduzir espécie exótica no país e submeter animais a maus tratos. Um casal foi preso por tráfico de animais e drogas, falsificação de documentos, uso indevido de selo público e de moeda falsa.
A partir de denúncias anônimas, agentes do Ibama e da PM inspecionaram um flat e uma chácara, onde foram encontradas e apreendidas 31 serpentes, dois furões, uma tartaruga nativa da região amazônica, três lagartos da espécie dragão barbado e uma aranha caranguejeira exótica, além de 18 ovos de serpente. Os animais eram vendidos para todas as regiões do país pela internet.
Documentos e materiais encontrados durante a fiscalização indicam que os infratores tentavam dar aparência de legalidade ao comércio de animais silvestres. No flat, foram apreendidas Guias de Trânsito Animal (GTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo sem preenchimento, carimbos de veterinários e órgãos governamentais, notas fiscais, medicamentos, seringas, anilhas e etiquetas de microchips para identificação animal usadas.
“Ao adquirir um animal, o comprador deve exigir nota fiscal e certificado de origem, cuja autenticidade pode ser verificada no site do Ibama”, diz a coordenadora da operação, Eunice Souza.
Animais da fauna silvestre só podem ser criados em ambiente doméstico quando são adquiridos em criadouros comerciais autorizados pelo órgão ambiental competente e precisam estar identificados com anilha ou microchip. A lista de empreendimentos regulares pode ser solicitada ao Ibama ou à secretaria de meio ambiente estadual.
A Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, prevê no artigo 29 pena de 6 meses a 1 ano e multa para quem usa espécime da fauna silvestre sem a devida autorização ou licença pelo órgão competente. A multa varia de R$ 500 a 5 mil (artigo 24 do Decreto 6.514, de 22 de julho de 2008).
Outras ações de fiscalização serão realizadas a partir das informações apuradas durante a investigação. Os animais apreendidos estão abrigados temporariamente em um criadouro autorizado.

Assessoria de Comunicação do Ibama